O que é Constelação Familiar

De todos os sistemas que participamos a família é, com certeza, o mais complexo, e o que mais nos influencia enquanto indivíduos. Não é a toa que mesmo sem percebermos, quando nos damos conta, estamos agindo exatamente como nossos pais, irmãos ou avós.

Quando esse comportamento nos traz alegria e sucesso, ficamos em paz.
Entretanto, muitas vezes essa herança comportamental familiar também nos coloca num lugar de culpa e sofrimento. E mesmo conscientes de que algo precisa ser mudado, não encontramos forças para eliminar desconfortos como tristeza profunda, dificuldades nos relacionamentos, falta de motivação profissional, entre outros.

A percepção que fazemos parte deste todo maior que é o nosso “sistema familiar”, está no centro do trabalho criado por Bert Hellinger, e denominado de Constelações Familiares. O método terapêutico de abordagem sistêmica e fenomenológico percebe cada pessoa como integrante de uma grande alma familiar e sujeita às crenças, padrões, vínculos e histórias dessa família.

Apesar de muitas vezes manifestarmos sintomas e sentimentos que, por vezes, são desagradáveis ou, conscientemente, não desejados, eles ainda assim estão a serviço do sistema do qual fazemos parte. Na Constelação é possível evidenciar a existência de uma transmissão transgeracional que cria uma cadeia de destinos, percebendo-se os profundos laços que unem uma pessoa a sua família. Herdamos os gens de nossos antepassados e também, mesmo que inconscientemente, suas memórias, sofrimentos, perdas e outras situações, quando estas não foram devidamente integradas.

Uma Constelação Familiar mostra em que ponto do nosso sistema familiar estão localizadas as imagens internas equivocadas ou não finalizadas e nos coloca em contato com a possibilidade de cura através de um novo olhar para esse lugar. O objetivo principal é reestabelecer os vínculos de forma saudável, para que uma nova ordem se estabeleça no sistema, trazendo, assim, fluidez e plenitude, tanto na vida pessoal, quanto nas trocas que realizamos com os outros.

É um modo de acessar o inconsciente pessoal e coletivo. É considerado fenomenológico porque não se trata de interpretar ou concluir sobre fatos trazidos pelo cliente. E sim de perceber aquilo que é experimentado na momento presente. É um método surpreendente, através do qual o cliente assiste à representação de sua questão. Com um mínimo de informações, a condução do trabalho desencadeia imagens que revelam temas-conflito que poderão ser então resignificados.