Feliz Ano Novo

Celebrar genuinamente 2015 para poder abrir espaço para 2016. Celebrar tudo que foi do jeito que foi! No vídeo de encerramento do ano, Eva Torres e Bruno Goulart ensinam que a paz chega quando estamos abertos para receber os opostos. E nos deixam um presente! Confira no link:

 

Para além da culpa e da inocência

Toda vez que acontece algo em nossa vida que nos seja desagradável, como uma briga, uma discussão, ou uma situação inconveniente, a tendência é colocarmos a culpa no outro, na vida, no mundo. Deslocamos para além de nós a responsabilidade pelo acontecido e, categoricamente, julgamos: “eu estou certo, o outro está errado”. Ou, “eu sou inocente, o outro é o culpado”.

Mas o desconforto da situação permanece e muitas vezes nos pegamos sempre desconfortáveis pelos mesmos motivos. Até porque ninguém nunca é tão certo, nem tão equivocado o tempo todo. O fato é que na maioria das vezes não sabemos o que fazer, nem como agir para sair espaço interno tão inconveniente. Nessa hora, o melhor a fazer é darmos um passo atrás e tentarmos descobrir o nível de responsabilidade que cada um tem na situação. Porque sempre, invariavelmente, haverá uma parte nossa.

Tudo o que acontece nas nossas vidas está intimamente ligado com uma criação do nosso mundo interior. Não há nada que esteja descolado dela. Reconhecermos a nossa parte é a possibilidade concreta de estarmos em profunda conexão com tudo aquilo que nos acontece. Ao desenvolver esse olhar crítico para nossa atuação nos relacionamentos, seja em nível pessoal, profissional ou amoroso, criamos uma “brecha”, entre o que “sou eu” e o ocorrido, o que permite apropriarmo-nos do nosso movimento em direção ao que está acontecendo.

Trata-se de um refinamento existencial que nos torna bem mais leves, porque tira de nós e do outro, o peso da culpa e também da inocência. Saímos de uma postura infantil e assumimos a parte que nos cabe de cada situação. E assim, desenvolvemos algo muito importante para nossa saúde emocional: a auto-responsabilidade.

A Grandeza

Grande é apenas aquele que se sente igual aos outros, pois a maior grandeza que possuímos é aquilo que compartilhamos com todos os seres humanos. Quem sente essa grandeza dentro de si e a reconhece se sabe grande e, ao mesmo tempo, conectado a todos os outros seres humanos. (…) Ele ama os outros na grandeza destes e é amado por eles devido à sua própria grandeza. Por isso, essa grandeza une todos os seres humanos com humildade e amor.

Quem se exalta sobre outros perde a ligação com estes. Ele se retrai deles, e eles por sua vez se retraem. Por isso essa presunção causa solidão e desconfiança. Quem se exalta deve temer que os outros o rejeitem, que esperem secretamente que caia de sua altura presunçosa, até que volte a ser igual aos outros. Sim, ele mesmo espera secretamente por essa queda, porque a própria alma não suporta essa presunção por longo tempo. Ele acaba cometendo erros incompreensíveis a estranhos, mas que estão em harmonia com sua alma. (…)

A verdadeira grandeza é exigente, porém de uma maneira benfazeja, pois do mesmo modo que ela reconhece os outros, espera esse reconhecimento também por parte deles. Essa exigência beneficia a todos. Ela une onde a exigência presunçosa ou a que se recusa à ação grandiosa separa.

Faz parte da grandeza que eu reconheça em mim aquilo que de especial me foi dado e, ao mesmo tempo, aquilo que é especial em cada outro ser humano. Por isso também o especial é algo comum a todos os seres humanos e une, ao invés de separar, porque também o especial está a serviço do todo. Por isso o especial é mesmo, onde parece ser diferente, no todo, igual a qualquer outro.

– Bert Hellinger

Doença e Cura

Eva Torres e Bruno Goulart falam sobre a cura possível através de uma nova postura interna em relação à doença. Muito mais do que terceirizar a cura para os tratamentos é preciso perceber a doença como um sinal de algo no nosso processo precisa ser revisitado. “Além da doença nos trazer de volta para nosso caminho, a postura interna em relação ao tratamento pode vir a ser uma nova forma de caminhar”, ensina Bruno Goulart.

Trabalho

Nesse vídeo, Eva Torres e Bruno Goulart, trazem o Trabalho como tema para suas reflexões. Na visão deles, aderente ao olhar das Constelações Familiares, de Bert Hellinger, o trabalho está relacionado com o ato de “servir com amor”. Muito mais do que disponibilizar nossas aptidões em um propósito, trabalhar significa servir à vida num sentido mais amplo. Confira!